domingo, novembro 8

palavras

Deixa eu te contar
Mas que fique claro que são só palavras
e palavras tagarelam demais
mas ainda não são nada, além de artifícios
criado para definir coisas que nem mesmo a gente sabe

Mas no fundo elas só querem aparecer
E nossa como as minhas palavras são atiradas
Se por caso eu te disser que preciso desesperadamente do seu beijo
e depois de dormir abraçada, desse jeito que só a pele entende,
entenda por favor, são as bichinhas
que pularam da minha boca que nem carrapatos
e estão sassaricando por ai
É eu sei, elas são terríveis

Se por acaso elas pularem no seu ouvido
com um monte de ofensas e depois falarem que te ama
Entenda também, são minhas palavras de ódio
que brigaram com as palavras de amor
e estão tentando catastroficamente, ver quem aparece mais

Mas enfim, coitadas, não passam de palavras
e cheias de artimanhas essas coisinhas
fazem até acrobacias, se encaixam direitinho uma nas outras
mergulham em lcd
e aparecem aqui, desse jeito destrambelhado
Isso eu admito que herdaram de mim.
Mas acreditem, não passa disso!

quarta-feira, outubro 21

ontem

cheirava ao que eu sou
não me importava se era feio, arrogante
ou teria belos olhos
importava teu cheiro
e me trazia de volta a tudo aquilo
que o tempo pouco a pouco diluiu com cachaça e suor
cheirava ao que eu sou
com cheiro agridoce, segredos
cheiro confuso, onipresente
sempre
cheiro mascavo de outrora
cheiro adoçante de pendências
cheiro que persegue
e hipnotiza a alma
cheiro tatuagem de mim mesmo

domingo, agosto 16

calminha

Sim.
eu olho dentro de seus olhos de pano
e admito.
Fritando o orgulho, admito com pouca voz
que minha alma precisa
que minha alma só se acalma
com poesia com teias invisiveis e olho no olho
Só se acalma com passos inesperados,
barulho de interfone, cheiros.

Boca na multidão e na solidão
cartas no armário, pele, segredos
dança, música boa, abraço apertado
lágrima.
Sim, minha alma só se acalma
com a falta de palavras, mágica
e com todas as cores, uma de cada vez
e assim para se fazer embebedar, sentir
E se não for assim
minha alma se esvai aos poucos
com gosto de anil, com cor de amargo
transparente, esfumaçada, nada.


sábado, abril 25

desassossego

É um desassossego que me aflinge
se fosse inquietude sossegada seria suficiente
mas não, é um virús que se espalha, corrói!
nasce da violência desse mundo, de ter que se isolar em paredes
de não ter para onde fugir e ter que ficar.
E como se não bastasse fui roubada no shopping,
entrei numa loja e deixei o celular do lado da maquininha de cartão,
e depois de 20 minutos, volto lá e vejo a vendedora olhando pro chão para ver se acha um
buraco no porcelanatto  para se esconder.
Voltei lá 3 vezes e a vendedora com uma placa na cara.
 "Sim! fui eu que peguei se celular." Que fique claro que não é no sentido literal.
Depois de ameaçar chamar a gerente para ver as imagens da câmera e tudo mais
ela resolveu entregar para o segurança.

Mas enfim... voltando ao desassossego, é de coisas como essa que ele
cria forças.  É de ver a cara de pau de algumas pessoas,
de ver maldade em outras e de como esse mundo ta rodando pesado,
sujo, quase parando. Mas não cabe aqui um pessimismo exagerado,
ainda acho que tem mais pessoas boas do que ruins, o problema é que a proporção
de grandes para ruins é muito pequena. Na verdade nem sei se algumas chegam a ser pessoas ruins, ou estão querendo se dar bem.
 Se dar bem é = a pessoa ruim? 
O problema é que  a gente é obrigado a conviver com essas
na faculdade, na Rua, nas lojas, no trabalho, e se você for azarado mesmo, até em casa.

Algumas pessoas dizem que isso tudo é por causa da crise, outras dizem que o mundo tá acabando. Eu não digo nada, só sinto uma coceira absurda já que enquanto isso o bichinho vai me deixando maluca, neurada, destrambelhada igual formiga na bunda.

Eu tento me livrar comendo docinhos, passando repelente, buscando arte e histórias bonitas, para acreditar que ainda é possível.  E brigando com o mundo para desafogar energias (claro! eu sei que eu tou errada).

Mas para finalizar cabe aqui só um toque:
Cuidado com lojas de chocolates e não é só por causa de gordurinhas.

quinta-feira, abril 9

latente

mundo late, late
calor latente, pulsa.
me esmaga



sábado, janeiro 24

céu

As vezes é como se eu tivesse uma fera enjaulada em pele. Fera que se contorce
grita, briga quando sente fome, fome de ser.
Tenho pressa, mas tenho preguiça, preguiça que briga com a fera.
Pavor de contar os dias em cartela de pílula, assusta
pavor de acordar, trabalhar, durmir.
Tenho poucos amigos, amigos de brincar de para sempre
superficialidade me dói fundo, maltrata
Enlatada a 6 planos de alvenaria e concreto
ainda bem que existem os buracos
resumida a números de matrículas e identidade
fugindo de seguir sempre de um ponto ao outro
ainda bem que existe o trajeto
gosto de pessoas de ponto de onibus
é bom imaginar de onde vieram e para onde vão
queria pegar o som, não consigo entender a textura da água
sou apaixonada por cores, cores de pessoas, alma
tenho pena do mundo, me mata ver pobre roubando pobre
ponto de ônibus sem banco porque madeira se vende.
Ainda bem que o céu existe igual para todos
manta azul sem barreiras, sem bairros, sem lotes
e basta olhar para cima.

sexta-feira, outubro 31

sonho

Sim, eu era uma criança normal, dessas que a amiguinha perguntava:
Qual é o seu maior sonho? e eu pensava, pensava, pensava...

Vagava na minha mente, eu vestida de arquiteta de salto alto, maquiagem e uma pasta gigante na mão, pensava em casas gigantes, florestas, princesas, o príncipe engraçado chegando de patins, países exóticos, seres estranhos, cores, todas e de todos os tons, músicas bonitas dessas que minha irmã mais velha ouvia e me fazia pensar, passava o mundo, o menininho doente que eu vi na TV, o filho do pedreiro da minha casa, pensava na lua, São Jorge, e não cair de bicicleta nunca mais. Ouvia barulho de mar, barulho de caos, latidos, gargalhadas e sorrisos. E assim pensava, pensava e nunca conseguia responder. Poderia tentar sintetizar e dizer sorrindo como uma miss: "Eu sonho com a paz mundial." Mas nem isso me satisfazia, E assim para não frustar a amiguinha esperando até agora, todos esses pés que sapateavam em minha mente: Eu respondia triste: "Eu quero que o mundo seja feliz."

Hoje ouço a mesma pergunta de um amiguinho grande e ainda não consigo reponder.
Quase arquiteta, mas contente com minhas havaianas, sem principe de patins e só um Brasil exótico. Pelo menos feliz com minhas outras cores e meus outros sons.
De dentro de mim não mudou quase nada, talvez só uma dúzia de livros em alguma parte do meu cérebro e trilhoes de palavras novas diluidas com sangue, suor ou lágrimas. Por fora: olheiras.

De isso tudo me resta os mesmo sonhos, porém agora mais possível de ser escrito em palavras.
Nada de paz mundial, nem de felicidade sem fim. Quero um mundo sem fronteiras, tal como a propaganda da TIM, piegas mas é isso.

Sonho com nada de fronteiras de qualquer escala de qualquer tamanho ou tipo,
não quero saber de quem mora do lado de lá ou de cá, não quero saber se mora no morro ou
no plano, nem se é na Serra, Vitória ou África.

Quero passarelas ligando todo os planetas, todas as ruas e pessoas. Nada de muros, nem vias, nada de buracos, nada de bairros. Não quero trópicos, nem linha do Equador. Não quero a paz, já que paz de certa forma é um acordo, e se existe acordo é porque tem o muro. Nada de pirâmides de classe social, nem cada um no seu quadrado.

Talvez até o sonho, já seja um fronteira mas vou parar por aqui, já ta ficando abstrato demais.
E vou sonhar mais simples.
Durmir até meio dia e ponto

quarta-feira, outubro 29

Laranja

Incrível como a vida é, parece q é tudo de propósito.
sabe fim de periodo na faculdade? onde todos os nervos estão alterados,
onde a UFES parece que tá pesada. Mas na verdade não sei se é minha
cabeça que está enlouquecendo ou se é a ufes mesmo que ganhou peso no último mês.
mas enfim...
o que ta acontecendo é que ta quase todo mundo ficando louco..
e só pensa em prova, trabalho, projeto, passar, passar e passar...
ou em reprovar (meu caso)
na verdade acho que teve gente q já até enlouqueceu,
meus amigos são exemplos disso,
tem um que sinceramente não tem mais jeito,
eu estou indo pro mesmo caminho.
problemático isso, mas minha cabeça na última semana não via um palmo além da minha altura,
na maior parte do tempo sentada (na altura do computador)
ou no máximo no meu tamanho em pé, que por sinal não é nenhuma visão panoramica (1,60m).
então... só que por um milagre da natureza, em algum dia eu resolvi olhar pra cima,
e me deparo com flores, e flores laranjas, minha cor favorita.
Situação engraçada, parece que todas as árvores da UFES resolveram dar flores na mesma época,
em pleno fim do período. esquisito, eu que nem gosto muito de flores tive que párar e ficar olhando e tirar foto da árvore laranja com o céu azul,
que por sinal: Que céu era aquele? Tinha dias que eu não via ele daquela cor, ou pior:
tinha tempo q eu não o via.
aí eu parei para analisar as pessoas que passavam, me atrasei para aula,
mas não teve como, tive que olhar.
e cara: eu ouvia as árvores gritando; "ei tou aqui, saí dai de dentro!"
e tadinhas, (não das árvores, das pessoas) raramente alguém olhava.
e foi aí que eu me dei conta que aquelas flores eram de propósito, só pode ter sido,
não tem como,
talvez seja para atenuar aquele peso cinza daquele lugar... ou para realçar o céu,
ou no mínimo para me tirar da tonteira de olhar pra esse mundo que
existe abaixo dos 1, 60.
Pois é... mas agora tenho que voltar pra prova de elétrica.

domingo, abril 27

crescendo...

Que medo, acho que estou crescendo
crescendo e ficando chata
engraçado como as pessoas vão se tornando mais adultas e mais burras
paracem que vão se tornando mais pesadas e se afundando nessa bola de planeta
e esquecem de olhar para cima
se perdem nessa teia e ficam ficam ficam
e deixam de viver, viver no sentido pleno
paradoxo né, quanto maior, menos vê
menos se indaga, mais se consola
e eu que regrida
por favor eu, se regrida

e volta a olhar p cima e para todos os lados
toldo_ te arranco dessa janela.

segunda-feira, abril 7

plaine

Insustentável dureza de meu ser
pode ser que caia
simples e sorrateiro no suspiro da boca seca de um vento
caia, sólido e barulhento, talvez barulho só para dentro, inteiro

pode ser que plaine
como se houvesse um grito da gravidade ao contrário
leve e delicado, como algodão doce, aberto para todos os lados,
nuvem, que resiste as algazarras do que fizeram com o tempo
mas plaine, como só alguns pássaro livres e coloridos,
e pequeno completos

pode ser ainda que fique aqui
nem caia e nem plaine
permaneça como raizes profundas fixadas em solo de pedra
por segundos ou por vidas grandes inteiras
mas que escolha qualquer opção
caia ou plaine
tanto faz
é só a permanência que me arrasta

quinta-feira, fevereiro 28

tédio

vou falar sobre a vida
ou fragmentos dela
ou ainda sobre estar aqui sobre essa cidade que parece tá parada
ou ainda, sobre essa outra cidade nessa caixa preta sobre a mesa
falar sobre olhar essas duas janelas
janela com árvore e janela com imagens
janela de alma de verdade e janela de vitrine onde todos parecem felizes
janela de corpo, osso, água e sal e janela de lcd que esconde labirintos
janela de barulhinhos, zumbidos e janela da música que eu quiser

vou falar sobre a vida
dessa janela de reprodução
de pseudônimos, senhas e pessoas sorrindo
e vou me virar para janela real, de histórias pontuais
que se esbarra em postes e bares
janela de pele e palmas, arrepio frio, compaixão
janela de personagens vagantes, sentimentos e sombras
vou sentir a brisa e observar a noite
e talvez a chuva venha e eu fique parada
e ouça pernas passar por aí
e assim possa sentir que ainda se existe por aqui.

domingo, janeiro 20

mosquitos

Existem tolerâncias cruciais
que às vezes pesam a cabeça
que dependem de quatrocentas e dez variáveis
e da quantidade de mosquitos que mordem

Problemas voam intolerantes
e nunca se sabe aonde é o fim da picada
às vezes nos batemos
às vezes erramos o golpe

Feche a janela meu bem



Renan Grisoni

quarta-feira, janeiro 9

chove...

dentro, fora... tudo chove
talvez para dar fluidez ao caminho
ou então para lembrar do muro alto do imutavél.

sexta-feira, janeiro 4

promessas

Passa ano e entra ano e é sempre a mesma coisa, o mundo pára para fazer promessas e pedidos, e é claro que entra nessa categoria as formas esquisitas de ver os resultados, ai é uma tal de três pulinhos no mar, simpatias com sementes que ficam o ano inteiro na carteira e diversas outras formas que as vezes até beira o bizarro. Incrivel que até o tiozinho que jura não acreditar nessas coisas se veste dos pés a cabeça de branco, o que de certa forma já é um pedido de paz: "Eu de preto? eu heim! dá azar."
Sabe aquelas caixinhas de sugestões que fica por ai, se Deus tiver uma de promessas lá no céu, nessa época deve ficar lotada, o triste deve ser o balanço no fim do ano. E claro que eu como brasileira nata, que passa o ano novo de branco, ajudo a transbordar de promessas a caixinha do céu. Afinal né, é bonito aquele ritual todo, por fora todo mundo de branquinho, vários fogos no céu, as pessoas se abraçando (coisa que as vezes não fizeram o ano inteiro), banhos de champagne, beijo na boca e por dentro aquele balanço do ano que passou e claro as promessas, muitas promessas, nesse caso não faltam as de emagrecer, as de comer melhor, as de parar de beber (Claro, depois que o dia raiar, ninguem pára de beber na noite de Reveillon), as de ganhar dinheiro e etc. Etc esse que todo mundo sabe qual é.
No meu caso não varia muito, todo ano promessas e mais promessas, só não carregava sementes na carteira, talvez por preguiça mesmo, a gente não acredita mas sabe como é né? não custa tentar. Mas nesse ano cansei disso tudo, nada de "vou estudar", nem de "vou malhar" (até parece, nunca deu certo) nem disso e nem daquilo. Aliás, passei ano novo de branco, afinal nem precisa ser tão radical né, e um pouco de paz não faz mal a ninguém. Mas acho que vou tentar diferente, quem sabe sentir o cheiro de cada dia, ou ver qual a cor que sobressai mais naquelas tardes, comparar o por do sol de diversos lugares, de nascer do sol esquece, também chega de me iludi que vou acordar, vou tentar ouvir o silencio da noite e do vento na árvore. Acho que nesse ano, tentar ver de verdade cada dia já me basta.
Quanto as promessas, talvez prometer que não vou prometer nada já seja uma promessa, melhor não pensar muito, mas até que pensando bem eu estou precisando de estudar mais...

segunda-feira, dezembro 10

sobre histórias de amor...


Certo dia, me deparo com a seguinte pergunta: "Será que para ser grande amor alguém tem que morrer?"
Ai eu fiquei pensando nessa história toda de Romeu e Julieta, Um amor para recordar, Titanic e diversos
outros filmes cliches com final triste e cheguei a conclusão que a pergunta faz sentido.
Incrível como grandes histórias sempre acabam mal. Diversas podem ser as explicaçoes, eu diria que a intimidade pode ser a principal delas, ja parou para pensar que ser Romeu e Julieta tivesse ficados vivos o que seria deles, Imagina Romeu indo pros butecos da vida, Julieta engordando e aquele quebra pau de madrugada. Cara! não história de amor que resista, nem mesmo aquelas que o mocinho teve que pular janela para ver a princesa.
Não tem como, a coisa intimidade (salve as poucas vantagens) póde ser uma desgraça. Repara só, no inicio de toda historia tudo é lindo, mas depois é um tal de namorada mas humorada com dor de cabeça, namorado que parece que esquece que tem educaçao e por aí vai. Por isso que alguém morre para não dar tempo de chegar nesse estágio, a história tem que ser no mínimo platonica, para deixar a Dona da Intimidade bem longe, vagando só nos desejos de quem ama, desejos esses mais erroneos e arriscados.

Mas namorado, tai a resposta a sua pergunta.Ainda bem que tudo há excessões, espero não ter que morrer e nem vc. rsrsr

E por sinal, Feliz 7 meses, e não esquenta não, ainda te amo...

Banjos.

domingo, dezembro 2

as chaves

sobre cabeças,
cabeças loucas que se apegam ao céus
e não deixam o os dedos na terra
cabeça que voam, voam longe e ficam
cabeças pequenas que não cabe tudo
cabeças como pcs que se enchem e se "enlentam"
cabeças como caixas que transborda e tem buracos
cabeças que escorrem no buraco
cabeça, cada uma com suas falhas
a minha é pisar no céu e deixar detalhes do cotidiano.
cabeça

Esqueci minha chave mais uma vez...

quarta-feira, novembro 28

espera...

Tava aqui esperando as pessoas da minha sala p fazer trabalho…enroladas essas pessoas, naum q eu naum seja… melhor deixa p láo fato é q esperar da tédio, e qdo eu fico entediada… aiai
mas enfim… resolvi postar o q vier na minha cabeça…

Mas será que as coisas entram na cabeça ou saem dela, ou é uma coisa simultânea???vc já imaginou qual a cor do pano de fundo do mundo q ta dentro da cabeça???e gente… q mundo estranho, e grande… naum faço a menor idéia como cabe…
acho q o pano de fundo do meu meu mundo é azul… mas varia desde azul acizentado até azul amarelado…hj acho q tá azul roxeado… mas num tenho certeza… num tem como olhar dentro p confirmar…

Será que vivem seres esquisitos dentro desse mundo???as vzs parece q minha cabeça tem vontade própria… e q vários seres brincam dentro dela,nossa, o triste é quando eles brigam. q crise existêncial…
ou qdo o ser preguiçoso contamina os outros (quase sempre).aí já viu né… falto aula, durmo o dia inteiro, ou fico como agora e num começo esse diaxo de trabalho.

Ai fico assim, escrevo besteiras, q fique claro q são besteiras sérias, futuco o orkut alheio, invento tatuagem… ah deixa p lá , tatuagem vai ser um outro post, brinco com os dedos ou fico olhando pro canto da parede. Aquele canto q junta as duas paredes mais o teto, tipo: eixo xyz… nossa ai eu fico viajando, muito interessante esse canto…

Acho melhor parar por aki e desistir de esperar e cantarolar…
mas enfim… que palavra esquisita é esperar…

PROÊZA, Samira

desfiando...

fios e malhas
não era algo
queria ser preenchido

quando me vies
tava ali inteiro,
sendo o recheio
no vazio te querendo

não te conhecia
mas você já sabia
que em toda parte
ali estava

dia a dia
não tem como negar
vc me tem
Remela

(GRISONI, Renan)